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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

História de 3 posts || Capítulo/Post 2

Fiquei feliz por escrever... todos que leram gostaram e pediram pra eu terminar a história e não deixar pela metade (como normalmente faço com minhas coisas). Mas to gostando muito de escrever, viajo nas noites pelo meu caderno.... Bom aqui vai a parte 2 da história, o proximo post é final.



Para ler o capítulo 1, clique → AQUI



Capítulo/Post 2 - Descobertas



Já se passaram três dias.

A empregada não deve ter acreditado quando disse que estava bem, porque desde aquele dia não me deixa sair de casa, não deixa eu atender telefonemas, nem vem quem está chamando quando a campainha toca.

Na verdade estou achando essa história muito sinistra, parece que ela quer me prender aqui... Já sei o que fazer para tentar me comunicar com o mundo.

"Internet"

O que achei mais incrível é que nesses dias, já estou conhecendo essa mansão como a palma da minha nova mão (rimou). E não me lembro de ter visto um computador, celular, janelas... Nada.

Acho que ja perdi a vergonha de mexer em coisas que não são minhas, decidi que é a hora de agir.

Comecei a revirar o quarto do Will, nunca fiz isso antes, mas era realmente necessário. Olhei para a a porta, e alí estava a empregada, não como da primeira vez (toda prestativa e boazinha), mas como um animal que espera um momento de fraqueza para atacar.

Me incomodei com o jeito que ela me encarou e falei.

- Que foi? Nunca viu?

Então fechei e tranquei a porta.

Revirando a ultima gaveta do lado direito do closet, descobri um fundo falso e dentro dele havia um pedaço de papel com um nome.

"João Marcos"

- Meu nome?!

Realmente preciso sair dessa casa. Tenho que descobrir o que está acontecendo, e o que aconteceu com o "Eu" no Brasil.

Peguei as roupas mais chiques, na verdade as únicas que não estavam amassadas no montinho que havia feito. Me vesti e abri a porta.

Sim, a empregada continuava lá. Só que ela não estava sozinha, haviam mais 4 pessoas. Eles olhavam pra mim com uma cara de espanto, não sei explicar direito. Pelas roupas que vestiam, deduzi que dois eram seguranças, um era jardineiro e o outro motorista. - Pronto vão me prender aqui.

Os cinco vieram em minha direção e eu recuei, dei dois passos para trás e tropecei na coberta que eu havia jogado no chão durante minha busca.

Caído no chão, coloquei os braços a frente do corpo, fiquei em posição de defesa, se recebesse algum ataque teria como revidar.

De repente a empregada tomou a frente. Com um tom de ordem, disse:

- Vocês já sabem onde levá-lo.

Os seguranças me deram as mãos e consegui levantar. Agora eles pareciam me escoltar ao invez de querer me matar. O motorista me mostrava o caminho até a porta de saída no hall da mansão, e os outros atrás.

Mudança de posições, o motorista e o jardineiro vieram para meu lado. Os seguranças foram para frente e a empregada para frente dos seguranças, ficou um triângulo perfeito. Parecia que estavam tentando me proteger de algo lá fora.

A empregada abriu a porta e não consegui enxergar direito, mas ouvi muitas vozes e sons de maquinas fotográficas.

O jardineiro percebeu que estava incomodado com o sol nos meus olhos, e me deu um óculos de sol. Ao colocá-lo tive uma noção de qual era a situação atual.

Vi a empregada fazendo um sinal para o motorista, que imediatamente saiu correndo para a esquerda.

Era um jardim enorme, com portões gigantes e grades rodeando a mansão inteira. Na frente dos portões estava uma multidão. Todos com cara de espanto, parecia que estavam vendo um fantasma.

Me assustei com isso, mas fingi que nada havia acontecido e acenei para essas pessoas. Juro que vi alguem desmaiar.

Um carro preto surgiu e parou na minha frente, um dos seguranças entrou no carro e o outro abriu a porta para eu entrar. A empregada foi até os portões, e falou alguma coisa para as pessoas abrirem um caminho.

O carro saiu voando pelo jardim, portão, ruas...

Percebi que não falei uma palavra desde a minha queda no quarto, então resolvi falar.

- Para onde estão me levando?

Nenhuma resposta. Decidi ir ao ponto.

- Vocês vão me matar?

O motorista começou a rir, e os seguranças o acompanharam.

Agora que eu não entendo mais nada, me prenderam, soltaram, pareciam querer me matar, e agora estão rindo?

Um celular tocou. O segurança o pegou no porta luvas e o atendeu.

Falou baixo com a pessoa e se virou para mim, deu um sorriso e olhou para o segurança ao meu lado e disse:

- Pode falar...

Pensei... Será essa a hora da verdade?

O segurança ao meu lado respirou fundo e começou.

- Sabemos que você não é o Sr. William. Sinto muito por você estar envolvido nisso. Sr. Will não deveria estar vivo, não sabemos o que ele fez, mas com certeza foi algo errado.

Sem querer atravessei as palavras dele com um... - Ahn?

Ele fez uma cara de que não gostou. Bufou e continuou...

- Também não sabemos se você tem parte nisso. Não sabemos nem quem é você, de onde veio e por que fingiu ser ele nesses dias. De onde você é?

- Sou de São Paulo, Brasil. Por que?

Ninguem respondeu. Por alguns segundos só se ouvia o barulho que o carro estava fazendo, e então o segurança continuou.

- João Marcos de São Paulo... hum... Ah, antes que comece a surtar, sei seu nome porque Alice o achou anotada em um papel.

- Alice, esse é o nome da empregada?

- Sim. Ela acha que você não está envolvido nisso, então pediu pra te revelar a verdade. Alice não é só uma empregada, é uma agente da polícia alemã. Como eu ja disse, Willian não era para estar vivo, quando percebemos que estava vivo, nos disfarçamos e fingimos qualquer história. Quando caiu nessa história, descobrimos que você não é ele... Então...

O motorista o interrompeu.

- Chegamos.

- Onde? - Perguntei.

- No aeroporto. Estamos indo para o Brasil.

Fim do capítulo 2.

História de 3 posts || Capítulo/Post 2

Fiquei feliz por escrever... todos que leram gostaram e pediram pra eu terminar a história e não deixar pela metade (como normalmente faço com minhas coisas). Mas to gostando muito de escrever, viajo nas noites pelo meu caderno.... Bom aqui vai a parte 2 da história, o proximo post é final.

 

Para ler o capítulo 1, clique → AQUI






Capítulo/Post 2 - Descobertas


   Já se passaram três dias.
   A empregada não deve ter acreditado quando disse que estava bem, porque desde aquele dia não me deixa sair de casa, não deixa eu atender telefonemas, nem vem quem está chamando quando a campainha toca.
   Na verdade estou achando essa história muito sinistra, parece que ela quer me prender aqui... Já sei o que fazer para tentar me comunicar com o mundo.
   "Internet"

   O que achei mais incrível é que nesses dias, já estou conhecendo essa mansão como a palma da minha nova mão (rimou). E não me lembro de ter visto um computador, celular, janelas... Nada.
   Acho que ja perdi a vergonha de mexer em coisas que não são minhas, decidi que é a hora de agir.

   Comecei a revirar o quarto do Will, nunca fiz isso antes, mas era realmente necessário. Olhei para a a porta, e alí estava a empregada, não como da primeira vez (toda prestativa e boazinha), mas como um animal que espera um momento de fraqueza para atacar.
   Me incomodei com o jeito que ela me encarou e falei.
   - Que foi? Nunca viu?

   Então fechei e tranquei a porta.

   Revirando a ultima gaveta do lado direito do closet, descobri um fundo falso e dentro dele havia um pedaço de papel com um nome.

   "João Marcos"

   - Meu nome?!


   Realmente preciso sair dessa casa. Tenho que descobrir o que está acontecendo, e o que aconteceu com o "Eu" no Brasil.
   Peguei as roupas mais chiques, na verdade as únicas que não estavam amassadas no montinho que havia feito. Me vesti e abri a porta.

   Sim, a empregada continuava lá. Só que ela não estava sozinha, haviam mais 4 pessoas. Eles olhavam pra mim com uma cara de espanto, não sei explicar direito. Pelas roupas que vestiam, deduzi que dois eram seguranças, um era jardineiro e o outro motorista. - Pronto vão me prender aqui.
   Os cinco vieram em minha direção e eu recuei, dei dois passos para trás e tropecei na coberta que eu havia jogado no chão durante minha busca.
   Caído no chão, coloquei os braços a frente do corpo, fiquei em posição de defesa, se recebesse algum ataque teria como revidar.
   De repente a empregada tomou a frente. Com um tom de ordem, disse:
   - Vocês já sabem onde levá-lo.

   Os seguranças me deram as mãos e consegui levantar. Agora eles pareciam me escoltar ao invez de querer me matar. O motorista me mostrava o caminho até a porta de saída no hall da mansão, e os outros atrás.
   Mudança de posições, o motorista e o jardineiro vieram para meu lado. Os seguranças foram para frente e a empregada para frente dos seguranças, ficou um triângulo perfeito. Parecia que estavam tentando me proteger de algo lá fora.

   A empregada abriu a porta e não consegui enxergar direito, mas ouvi muitas vozes e sons de maquinas fotográficas.
   O jardineiro percebeu que estava incomodado com o sol nos meus olhos, e me deu um óculos de sol. Ao colocá-lo tive uma noção de qual era a situação atual.
   Vi a empregada fazendo um sinal para o motorista, que imediatamente saiu correndo para a esquerda.
   Era um jardim enorme, com portões gigantes e grades rodeando a mansão inteira. Na frente dos portões estava uma multidão. Todos com cara de espanto, parecia que estavam vendo um fantasma.
   Me assustei com isso, mas fingi que nada havia acontecido e acenei para essas pessoas. Juro que vi alguem desmaiar.

   Um carro preto surgiu e parou na minha frente, um dos seguranças entrou no carro e o outro abriu a porta para eu entrar. A empregada foi até os portões, e falou alguma coisa para as pessoas abrirem um caminho.
   O carro saiu voando pelo jardim, portão, ruas...
   Percebi que não falei uma palavra desde a minha queda no quarto, então resolvi falar.
   - Para onde estão me levando?

   Nenhuma resposta. Decidi ir ao ponto.
   - Vocês vão me matar?

   O motorista começou a rir, e os seguranças o acompanharam.

   Agora que eu não entendo mais nada, me prenderam, soltaram, pareciam querer me matar, e agora estão rindo?

   Um celular tocou. O segurança o pegou no porta luvas e o atendeu.
   Falou baixo com a pessoa e se virou para mim, deu um sorriso e olhou para o segurança ao meu lado e disse:
   - Pode falar...

   Pensei... Será essa a hora da verdade?

   O segurança ao meu lado respirou fundo e começou.

   - Sabemos que você não é o Sr. William. Sinto muito por você estar envolvido nisso. Sr. Will não deveria estar vivo, não sabemos o que ele fez, mas com certeza foi algo errado.

   Sem querer atravessei as palavras dele com um... - Ahn?

   Ele fez uma cara de que não gostou. Bufou e continuou...

   - Também não sabemos se você tem parte nisso. Não sabemos nem quem é você, de onde veio e por que fingiu ser ele nesses dias. De onde você é?

   - Sou de São Paulo, Brasil. Por que?

   Ninguem respondeu. Por alguns segundos só se ouvia o barulho que o carro estava fazendo, e então o segurança continuou.

   - João Marcos de São Paulo... hum... Ah, antes que comece a surtar, sei seu nome porque Alice o achou anotada em um papel.

   - Alice, esse é o nome da empregada?

   - Sim. Ela acha que você não está envolvido nisso, então pediu pra te revelar a verdade. Alice não é só uma empregada, é uma agente da polícia alemã. Como eu ja disse, Willian não era para estar vivo, quando percebemos que estava vivo, nos disfarçamos e fingimos qualquer história. Quando caiu nessa história, descobrimos que você não é ele... Então...

   O motorista o interrompeu.
   - Chegamos.
   - Onde? - Perguntei.

   - No aeroporto. Estamos indo para o Brasil.


Fim do capítulo 2.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

História de 3 posts || Capítulo/Post 1

Quem sou eu: João Marcos, paulista, 23 anos, universitário. Minha vida é um tédio, não gosto de muitas coisas. Espero mudanças para coisa melhor... Tenho amigos, que não sei muito bem se posso chamá-los assim. Procuro emprego, se alguem puder ajudar... é isso.



Capítulo/Post 1 - Acordei.

Resolvi dormir.


Tive um sonho estranho, queria acordar mas não conseguia... Durante o sonho, ouvia vozes, sentia coisas tocando meu corpo que parecia estar nú (me lembro de ter dormido vestido).

E de repente, tudo passou. O sonho estranho virou um conto de fadas... Como assim?! Eu, um adulto já, tendo um sonho assim? Deveria ser um pesadelo, ou algo próximo a isso, mas comecei a gostar do sonho.    Quando isso aconteceu, uma luz forte foi acesa no quarto e resolvi abrir meus olhos.

Não reconheci o teto do meu quarto, fui dar uma esticada no corpo, abri os braços e as pernas e ainda estava sentindo a... cama?! Minha cama é de solteiro!!!

Sentei na cama e olhei para baixo...

- PERAI!!! Essas pernas, esses pés, esses braços, esse p$%$#, NÃO SÃO MEUS!!!

Surtei. Parecia um louco gritando dentro de um quarto que não era meu, um "corpo" que não era meu.

Comecei a andar do jeito que estava, sem roupas, pelo quarto desconhecido que era enorme. Estranhei a distância do chão, eu parecia muito mais alto. Minha falta de ar matinal devido a Asma não estava comigo.

E parei para pensar... - Como a luz se acendeu?

Percebi um movimento atras de mim, e girei... O giro foi perfeito, os pés deslizaram no chão, juro que parecia flutuar. Estava tão entretido nessa descobertas de novos sentidos, que não havia percebido a criatura na porta.

Era uma moça incrivelmente bonita, com olhos claros, e estava vestida como aquelas empregadas... de filme adulto sabe.

Ela me fitava com os olhos arregalados. - Também, depois de toda a loucura que devo ter feito sem perceber - E ela começou a falar uma língua que eu não conhecia, pelo menos achei que não.

Entendi primeiro as palavras, depois consegui interpretá-las e formei as frases. Tudo isso em uma fração de segundo.

- Sr. Will, bom dia!

- Bom dia.

- O seu café da manhã já está a mesa. Se não estiver sentindo-se bem, cancelarei seus ensaios e trarei o café ao seu quarto.

E agora? O que eu devo fazer? - Pensei por dois segundos e resolvi tentar manter a vida desse corpo como se nada tivesse acontecido...

- Está tudo bem! Só tive um sonho ruim... - Dei um meio sorriso, que pareceu contagiante para ela, que sorriu e saiu.

Acostumado com minha casa, foi muito dificil achar um armário. A porta que pensei que fosse do armário, me levou a um enorme banheiro. Tudo nele brilhava, parecia que nunca havia sido usado. E tinha um perfume muito bom, um cheiro que reconheci pois era o mesmo que tinha na cama em que acordei... Uma mistura indescritível, um cheiro doce e ao mesmo tempo agradavel. - Deve ser o cheiro dessa pessoa.

Olhei no espelho e com certeza não conheci a pessoa no reflexo.

Tinha uma pele branca, cabelos pretos e incrivelmente arrumados - Mesmo quando acabei de acordar? - Olhos azuis com um sutil toque de verde. Esse corpo não era tão forte, e nem tão fraco. Acho que tem mais ou menos 1,80. Deduzi que a profissão dessa pessoa deve ser de modelo ou algo assim.

Saí do banheiro e abri a outra porta, achei um closet gigante... Acho que minha casa era do tamanho do closet. - Exagero - Peguei a roupa mais basica, vesti e fui ao encontro da saída do quarto.

Lembrando minha casa, ao sair da porta virei para direita e acabei dando com a cara na parede. -Acho que ouvi um eco - Depois com o silencio que voltou, ouvi um som, parecia ser de um programa de TV. E fui ao encontro dele.

Minha dedução estava certa, era a tv que estava ligada. Me concentrei tanto no som para encontrá-lo que não lembro o caminho que fiz para chegar aqui. Olhei para o lado, e havia uma mesa cheia de frutas, pães, sucos, bolos... Daria para alimentar uma família por um ou dois dias - Exagero²

Olhei para a tv, e estava passando um jornal matinal, e chegou a hora da previsão do tempo.


-Hoje o tempo permanecerá claro e sem previsão de chuva. É com você Ian.

Estranho esse jornal... Nunca ouvi falar em nenhum Ian na tv, na verdade nem consegui identificar que cidade era a que ela estava falando sobre. E o "Ian" soltou essa...

Em Zurich, são 7:20am, tenham um ótimo dia!

Quase gorfei o pão que estava na minha boca... e o surto voltou.


- ZURICH?!?!?!?!

Fim do capítulo 1.

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Capítulo 2 clique → AQUI

História de 3 posts || Capítulo/Post 1

Quem sou eu: João Marcos, paulista, 23 anos, universitário. Minha vida é um tédio, não gosto de muitas coisas. Espero mudanças para coisa melhor... Tenho amigos, que não sei muito bem se posso chamá-los assim. Procuro emprego, se alguem puder ajudar... é isso.



Capítulo/Post 1 - Acordei.

   Resolvi dormir.
   Tive um sonho estranho, queria acordar mas não conseguia... Durante o sonho, ouvia vozes, sentia coisas tocando meu corpo que parecia estar nú (me lembro de ter dormido vestido).
   E de repente, tudo passou. O sonho estranho virou um conto de fadas... Como assim?! Eu, um adulto já, tendo um sonho assim? Deveria ser um pesadelo, ou algo próximo a isso, mas comecei a gostar do sonho.    Quando isso aconteceu, uma luz forte foi acesa no quarto e resolvi abrir meus olhos.
   Não reconheci o teto do meu quarto, fui dar uma esticada no corpo, abri os braços e as pernas e ainda estava sentindo a... cama?! Minha cama é de solteiro!!!
   Sentei na cama e olhei para baixo...
   - PERAI!!! Essas pernas, esses pés, esses braços, esse p$%$#, NÃO SÃO MEUS!!!
   Surtei. Parecia um louco gritando dentro de um quarto que não era meu, um "corpo" que não era meu.
   Comecei a andar do jeito que estava, sem roupas, pelo quarto desconhecido que era enorme. Estranhei a distância do chão, eu parecia muito mais alto. Minha falta de ar matinal devido a Asma não estava comigo.
   E parei para pensar... - Como a luz se acendeu?
   Percebi um movimento atras de mim, e girei... O giro foi perfeito, os pés deslizaram no chão, juro que parecia flutuar. Estava tão entretido nessa descobertas de novos sentidos, que não havia percebido a criatura na porta.
   Era uma moça incrivelmente bonita, com olhos claros, e estava vestida como aquelas empregadas... de filme adulto sabe.
   Ela me fitava com os olhos arregalados. - Também, depois de toda a loucura que devo ter feito sem perceber - E ela começou a falar uma língua que eu não conhecia, pelo menos achei que não.
   Entendi primeiro as palavras, depois consegui interpretá-las e formei as frases. Tudo isso em uma fração de segundo.

   - Sr. Will, bom dia!
   - Bom dia.
   - O seu café da manhã já está a mesa. Se não estiver sentindo-se bem, cancelarei seus ensaios e trarei o café ao seu quarto.

   E agora? O que eu devo fazer? - Pensei por dois segundos e resolvi tentar manter a vida desse corpo como se nada tivesse acontecido...

   - Está tudo bem! Só tive um sonho ruim... - Dei um meio sorriso, que pareceu contagiante para ela, que sorriu e saiu.

   Acostumado com minha casa, foi muito dificil achar um armário. A porta que pensei que fosse do armário, me levou a um enorme banheiro. Tudo nele brilhava, parecia que nunca havia sido usado. E tinha um perfume muito bom, um cheiro que reconheci pois era o mesmo que tinha na cama em que acordei... Uma mistura indescritível, um cheiro doce e ao mesmo tempo agradavel. - Deve ser o cheiro dessa pessoa.
   Olhei no espelho e com certeza não conheci a pessoa no reflexo.
   Tinha uma pele branca, cabelos pretos e incrivelmente arrumados - Mesmo quando acabei de acordar? - Olhos azuis com um sutil toque de verde. Esse corpo não era tão forte, e nem tão fraco. Acho que tem mais ou menos 1,80. Deduzi que a profissão dessa pessoa deve ser de modelo ou algo assim.
   Saí do banheiro e abri a outra porta, achei um closet gigante... Acho que minha casa era do tamanho do closet. - Exagero - Peguei a roupa mais basica, vesti e fui ao encontro da saída do quarto.
   Lembrando minha casa, ao sair da porta virei para direita e acabei dando com a cara na parede. -Acho que ouvi um eco - Depois com o silencio que voltou, ouvi um som, parecia ser de um programa de TV. E fui ao encontro dele.
   Minha dedução estava certa, era a tv que estava ligada. Me concentrei tanto no som para encontrá-lo que não lembro o caminho que fiz para chegar aqui. Olhei para o lado, e havia uma mesa cheia de frutas, pães, sucos, bolos... Daria para alimentar uma família por um ou dois dias - Exagero²
   Olhei para a tv, e estava passando um jornal matinal, e chegou a hora da previsão do tempo.

   -Hoje o tempo permanecerá claro e sem previsão de chuva. É com você Ian.

  Estranho esse jornal... Nunca ouvi falar em nenhum Ian na tv, na verdade nem consegui identificar que cidade era a que ela estava falando sobre. E o "Ian" soltou essa...

   -  Em Zurich, são 7:20am, tenham um ótimo dia!

   Quase gorfei o pão que estava na minha boca... e o surto voltou.

   - ZURICH?!?!?!?!


Fim do capítulo 1.


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